Com abertura dos portões às 15h, 13ª edição do evento chega às vésperas de começar consolidando-se como experiência que une cultura popular, turismo, formação artística e transformação social
Falta pouco para Ilhabela voltar a pulsar no compasso do triângulo, da zabumba e da sanfona. Começa nesta quinta-feira (30), com abertura dos portões às 15h, a 13ª edição do Festival Forró na Ilha, reunindo três dias de programação que combinam shows, oficinas inéditas, cortejo cultural, feira criativa, gastronomia, inclusão e a presença de caravanas que atravessam o país para viver a experiência do evento.
Consolidado como um dos principais encontros de forró pé de serra do Sudeste, o festival deve receber público estimado de até 1.500 pessoas por dia e movimentar cerca de R$ 1,2 milhão na economia local, com impacto direto sobre turismo, hospedagem, alimentação e economia criativa.
Mas o festival chega a esta edição ampliado.
Pela primeira vez, oficinas e cortejo integram oficialmente a programação como eixo estruturado do evento, marcando um novo momento para o Forró na Ilha. As atividades incluem oficinas de dança com Sabrina e Flávio e Anny Karoline, vivências de cordel e pífano com André Calixto, além da oficina gratuita de circo conduzida pela Cia Smile Circus.
“É onde a barreira entre palco e plateia desaparece. Onde a tradição é transmitida de corpo a corpo, de mão em mão”, resume o idealizador do festival, Rodrigo Ribeiro Rehder.
A novidade reforça o caráter formativo do encontro, que este ano também incorpora cortejo com o grupo Pife na Praia, roda de conversa sobre sustentabilidade, capoeira, atividades infantis e experiências que expandem o festival para além dos palcos.
Ao redor da programação, a feira criativa e de afroempreendedorismo, liderada pelo Projeto Espaço das Pretas, e a praça de alimentação ampliam o ambiente de convivência e fortalecem a geração de renda para empreendedores e trabalhadores locais.
_*Caravanas e pertencimento*_
Se a programação cresce, o público também chega de mais longe.
Caravanas vindas de São Paulo, Sul de Minas e outras regiões cruzam estradas para participar do festival, reforçando um fenômeno que transformou Ilhabela em destino afetivo do forró.
Grupos organizados por coletivos como Forró Trip SP e Forró de Segunda chegam ao evento como quem retorna para casa, movidos não apenas pela música, mas pelo sentimento de pertencimento criado ao longo dos anos.
Essa rede de encontros ajuda a explicar por que o festival deixou de ser apenas um evento musical e passou a ocupar papel de plataforma cultural e social.
_*Cultura, inclusão e transformação*_
A edição de 2026 reúne 13 bandas e trios e quatro DJs especializados em vinil, com nomes como Diana do Sertão, Nando do Acordeon, Neide Nazaré, Luarada Brasileira, Peixelétrico e Duka Santos e os Meninos do Groove.
Mas o impacto do festival não se mede apenas pelo palco.
Ele aparece nas histórias de empreendedores que geram renda na feira, nos participantes das oficinas, nas crianças que terão primeiro contato com o circo, nas caravanas que cruzam o país e no movimento econômico que fortalece o território.
É nesse encontro entre tradição, turismo, formação e inclusão que o Forró na Ilha reafirma seu tamanho.
Às vésperas da abertura, o festival chega como celebração, mas também como símbolo de como a cultura popular pode gerar pertencimento, desenvolvimento e transformação.
*Serviço*
*Festival Forró na Ilha 2026*
Esporte Clube Ilhabela — Av. Força Expedicionária Brasileira, 75 – Santa Tereza
30 de abril a 2 de maio
Abertura dos portões nesta quinta-feira: *15h*

Ingressos: