sábado, 18 de abril de 2026
  • Fala Caragua
  • Fala Ubatuba SP
  • Fala São Sebastião
  • BERTIOGA
Fala Ilhabela
Advertisement
  • Início
  • Notícias
  • Galeria de Fotos
  • Guia Comercial
  • Contato
No Result
View All Result
  • Início
  • Notícias
  • Galeria de Fotos
  • Guia Comercial
  • Contato
No Result
View All Result
Fala Ilhabela
No Result
View All Result
Home Ilhabela

Ancestralidade, mitologia e homenagens: conheça a história por trás dos sambas-enredos de 2026 das escolas de samba de Ilhabela

5 de fevereiro de 2026
in Ilhabela
Ancestralidade, mitologia e homenagens: conheça a história por trás dos sambas-enredos de 2026 das escolas de samba de Ilhabela

O desfile das escolas de samba de Ilhabela será neste sábado (7) e as agremiações já estão esquentando seus tamborins e atabaques. No coração de cada integrante, o samba-enredo pulsa pronto para ser recitado na Rua Dr. Carvalho, na Passarela do Samba. As letras de 2026 reverenciam moradores ilustres, mitologias, saberes e culturas de povos que ajudaram a construir o Brasil e até um dos sonhos mais antigos da humanidade: voar.

Confira a sinopse do samba-enredo de cada escola e a história representada pelos seus versos e refrãos.

Garrafão

A Unidos do Garrafão faz uma viagem pela mitologia iorubá (grupo étnico da África Ocidental) para exaltar o orixá Oxóssi, senhor da caça, das matas, da fartura e do conhecimento. Por meio do itã ou ítan, os contos sagrados que descrevem mitos e lendas dos orixás, vividos na cidade sagrada do povo yorubá, o enredo narra a façanha do jovem caçador que, com uma única flecha, restaura a ordem e se torna herói de seu povo.

Guiado pelos ensinamentos de Obatalá, Exu, Ossain, Ogum, Oxum, Iemanjá e Orunmilá, Oxóssi atravessa provações, cai no esquecimento e renasce eterno. Na avenida, o terreiro se abre, o axé floresce e o garrafão celebra a ancestralidade, a memória e a força do caçador que nunca erra.

Samba-enredo

Firma o ponto, batuqueiro! Vem saravá lebará, ô… Ê mojubá!

Meu garrafão é macumbeiro,

Oxóssi vai baixar nesse terreiro! (bis)

Foi há muito tempo, em ilê ifé que aconteceu.

Na festa dos inhames,

Onde o céu escureceu,

Um pássaro assombroso, de grandes asas,

Lá no castelo pousou…

E o povo horrorizado…

E assim a saga começou.

Okê, okê… Okê!

Arolé kí o!

Sua flecha é certeira,

Só eu sei onde caiu. (bis)

Obatalá ensinou o segredo da caça

Osain fez feitiço com mel e cachaça

Ora yê yê ô!

Oxum foi amor com doçura,

Logum edé nasceu com bravura e ternura.

Foi Ogum quem ensinou a lutar e a ser leal.

Não mate a ejó de Xangô,

Pois desperta o mal!

Nas águas de mãe Iemanjá,

O ebó é de orunmilá,

E quando o vento soprar…

Nosso ilê vai cantar

Compositores: Roberto Xaxa, Marcelo Dubau, Quebinho, Nico, Bebê, Tutula

Leões do ITA

A Acadêmicos Leões do Ita apresenta o enredo “Sob a Luz do Destino – Leões do Ita Canta DonDito”, uma homenagem em vida a um dos maiores baluartes da cultura popular e do samba do Litoral Norte de São Paulo.

Filho biológico de Helena, DonDito é acolhido e criado por dona Laureci, mulher branca, mãe de santo, e que lhe oferece não apenas um lar, mas raízes profundas no axé, no respeito e na espiritualidade.

Criado no bairro do Ita, entre ruas de chão batido e brincadeiras simples, DonDito constrói sua infância em meio ao som dos terreiros, às bênçãos da umbanda e do candomblé, onde se torna ogã, mensageiro dos orixás, aprendendo desde cedo que o tambor também educa, protege e guia destinos.

Cantor, compositor e referência, DonDito passa a integrar e contribuir com as

mais tradicionais agremiações de Ilhabela e São Sebastião, consolidando-se

como o Pai do Samba do Litoral Norte.

Samba-enredo

Quem tem que se segurar, segura

Que o Ita vai balançar a rua

Alô DonDito a ilha veio trazer (refrão)

Flores em vida pra você

Forjado nas garras do leão, história de luta e superação, o negro menino viveu adoção

Recebe o afeto da sua mãe branca…

Cercado de amor… a aliança de família consistiu, és o retrato do Brasil, Benedito que o destino construiu

Pé descalço no chão, sem camisa

Bola, pipa, pião na ladeira

Um mergulho no mar, mais nada pra fazer (refrão)

A infância que hoje em dia não se vê

Bênção de axé vem pra sustentar

O espiritual na gira

Ogã mensageiro de Xangô… Kaô… Kaô

Mareia seus olhos de amor

O samba na alma afasta a dor

Os filhos…

Sempre honrando a cartilha

A missão de ser sambista que o pai ensinou

Seu nome é poesia na avenida

Homenagem merecida ao verdadeiro leão

Que jamais trairá seu pavilhão

Compositor: Maestro Jota

Padre Anchieta

“Ah, quem me dera voar!”. Quem neste mundo nunca teve este sonho? Imaginar-se como belos seres livres, alcançar os astros, integrar-se com o universo. Andar, correr, nadar, não basta. O homem quer ser completo e livre e, para isso, ele sonha.

A Escola de Samba Unidos de Padre Anchieta traz para a passarela seus passageiros-passistas vestindo a tradição do sonho de voar.

“O Ímpeto de Voar” trata do sonho, tão remoto quanto o próprio homem, de voar livre pelos céus. Mitos, lendas que surgem da observação dos pássaros se transformam em inventos, conquistas tecnológicas, em direção ao sonho. Hoje, esse sonho já é possível, as incríveis máquinas voadoras permitem o deslocamento do homem ao espaço. A lua é um local de pouso, mas como ainda não somos pássaros, o sonho continua.

A escola perpassa a magia do voar desde a mitologia grega até os grandes inventores, como Leonardo Da Vinci e o brasileiro Santos Dumont.

Samba-enredo

O ímpeto de voar

Ah, quem me dera voar!

Quem sabe sonhar no azul mais bonito

Livre pelos céus é possível conquistar

Tudo que encontra o infinito

Abra as cortinas do tempo

Voa o pensamento pra divina criação

Ao flutuar sobre a terra e o mar

O dom de encontrar a direção

Me leva, feito imagem e semelhança

Mitologia que resgata o passado

E um dia cruzamos o sol e a lua com seres alados

Com asas de cera, buscar liberdade

Vi Pégaso, enfim… A imortalidade

Voar num tapete, riscar o céu

E ver a magia flutuar ao léu

Mais que um privilégio…

Viajar nas asas do desconhecido

A arte fervilhando a imaginação

Desejos, profecias e caminhos

Tocar as nuvens, ser passarinho

Pra renascer e voltar pro velho ninho

Na mais fascinante aventura

Viaja atrás do conhecimento

Volte no tempo, pro mundo entender

Se hoje o céu tem pássaros de aço

O homem e o espaço

A verdade nas alturas do saber

Eu quero voar, buscar a vitória

Cruzar o limite, alcançar o infinito

Sou Padre Anchieta nas asas da imaginação

Pro meu samba pousar no seu coração

Composição: Wander da Anchieta e Léo do Cavaco

Mocidade

Houve um tempo passado, muito triste e lamentado, que hoje a história registra na luta das pessoas negras. Diante da resistência dos índios à escravidão, os portugueses e paulistas recorreram ao servilismo do negro africano. Desde 1531, há notícia da escravidão negra no Brasil.

Durante a invasão holandesa, em Pernambuco, o número de escravos fugidos no interior de Alagoas foi enorme. Formaram-se então os quilombos, refúgios de negros fugitivos que lutavam a preço de sangue pelo direito de liberdade. Desses grupos, o de Palmares foi o que mais tempo durou, de 1630 a 1695, e o que ocupou maior área territorial, cerca de quatrocentos quilômetros quadrados dos atuais estados de Pernambuco e Alagoas.

Entre fugas e batalhas, o paraíso de Palmares foi criado para ser o símbolo da resistência dos negros escravizados. Chega de açoite, chega de lamento, a bravura e a resistência voam com a esperança em busca da liberdade. Vidas sacrificadas, sangue derramado, nada foi em vão.

E é com essa força aguerrida que a Mocidade vai pisar na avenida para mostrar sua garra e apresentar essa justa homenagem aos negros que hoje conquistaram seu espaço.

Samba-enredo

Vamos exaltar a luta dos irmãos que conquistaram a liberdade

E nosso canto em louvação

Traz a força de Palmares

Pro Quilombo Mocidade

Lágrimas ao mar, sofrimento e dor na travessia

Tumbeiro onde a morte se anuncia

Traz a força africana

Pras lavouras das capitanias

Mas o negro não se intimidou

Com sua coragem resistiu ao cativeiro

Lutou contra o domínio europeu

Deixando exemplo para o povo brasileiro

Hoje tem maracatu, tem congada, tem lundu / ao som da alfaia / celebrar nossa raiz / trazendo no peito / sou negro, eu sou mais feliz!

Mas gangazumba perdeu o seu reinado

Assassinado, tido como traidor

Rejeitando a aliança

Com o opressor

Zumbi, então, se torna líder aclamado

Da resistência contra o velho bandeirante

Que em sua sanha

Destruía o sertão

Fica o legado

Dos nossos leões guerreiros

Que deram sangue

Por sua libertação

Composição: Junão Lima, Tuta Do Irapuru, Odimar Do Banjo, Leandrinho Lv, Ramiro Perré, Nei Melodia

Água na Boca

A escola traz para 2026 o batuque da umbigada, dança de expressão simbólica de saudação advinda da costa do continente africano, especialmente de Moçambique e das comunidades de linguagem Bantu. Dentre as danças circulares desse povo, destaca-se a “Caiumba” que reúne homens e mulheres em roda e na qual seus praticantes batem seus umbigos um no outro como forma de gratidão à vida.

No Brasil, escravizados da região foram levados para plantações de cana-de-açúcar nas cidades do interior paulista, um trabalho árduo e sacrificado. Um dos únicos consolos desses trabalhadores era, no cair da noite, dançar Caiumba, que, com o tempo, passou a exigir um ritmo mais concentrado e ensejou a criação do “tambu”, um tipo de tambor de madeira revestido com pele animal. A pessoa responsável pelo instrumento passou a ser chamada de “batuqueiro”.

A dança se espalha para as comunidades quilombolas e ao ritmo do “tambu” passa a incorporar poesias, cantos e lamentos do tempo de cativeiro, escravidão e dor, preservando a memória dos seus ancestrais.

Na umbigada, o culto aos orixás também se fez presente e se entrelaça com a devoção dos santos católicos em um sincretismo religioso no qual o sagrado se funde em diferentes formas, mas em uma única essência. É dessa forma que a Água na Boca reverencia a ancestralidade do povo preto que foi escravizado, trazendo alegria e alento no ritmo do batuque e da umbigada, que também viraram samba de roda, samba de terreiro e samba de enredo.

Samba-enredo

Deu água na boca, o samba raiz

Para povo feliz firmar batucada

A pele arrepia e o corpo de mola

Faz escola no tambor da umbigada

Da costa africana, a tradição

É batuque moçambique,

Bantu inspiração

Caiumba pra gira fazer kizumba

Umbigada energia, o corpo em comunhão

Memória forjada pelo marfim, lembrança divina dos ancestrais

Onde repousa a natureza

E o sol da savana vibra pela paz

A África se veste em devoção

Nasce a herança de uma geração

Bate o tambu,

Clareia a escuridão

Pra girar na umbigada

E clamar libertação

A fumaça do cachimbo

Preto velho já soprava

É reza livre que ressoa na senzala

Do cativeiro à luz da resistência

O povo dançou com a fé no olhar

No interior, lenço a colorir

A força que insiste em persistir

Veio o batuque, o lamento e a flor

Verso que apaga a dor

Nas fogueiras acesas a união

Ponto de umbanda,

Canto para os santos

A fé moldada na mesma oração

Samba, onde o samba fez escola

Do terreiro à avenida, a consagração

Composição: Rodrigo Shumacker

Compartilhar
Previous Post

Janeiro Branco coloca saúde mental no centro das atenções em Ilhabela

Next Post

Tradicional Festa de Iemanjá reuniu mais de 3.200 pessoas em celebração na última segunda-feira (2)

No Result
View All Result

Arquivos

Categorias

  • BALSA
  • Câmara Municipal
  • Cultura
  • Educação
  • Esporte
  • Guia Comercial
  • Ilhabela
  • Meio Ambiente
  • Mercados
  • NEW
  • Outros
  • Praias de Ilhabela
  • RECEITAS Chefroberta
  • Saúde
  • VEREADORES
  • Início
  • Notícias
  • Galeria de Fotos
  • Guia Comercial
  • Contato
falailhabela@gmail.com DIVULGUE EM NOSSO SITE

© 2009 - Fala Ilhabela - Todos os direitos reservados

No Result
View All Result
  • Contato
  • Galeria de Fotos
  • Guia Comercial
  • Início
  • Notícias
  • Página de exemplo

© 2009 - Fala Ilhabela - Todos os direitos reservados