Os jovens do Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos (SCFV)
de Ilhabela exibiram um cine documentário na última quinta-feira (25),
no Cine Villa Bella. Produzido na oficina de cinema realizada no último
ano, o longa abordou o tema acessibilidade.
“A acessibilidade é um direito básico que deve ser garantido e as
pessoas precisam conhecer mais sobre esse tema, porque só assim
construiremos uma sociedade mais diversa e inclusiva”, destacou Joanna
Mota, assistente social do Centro de Referência de Assistência Social
(CRAS) e técnica de referência do SCFV.
O SCFV visa trabalhar as potencialidades, a autoestima, o
desenvolvimento e a melhora das relações. Além disso, são desenvolvidos
o sentimento de pertencimento e temas relacionados à inclusão, à
diversidade e à superação de preconceitos, para assim possibilitar que
os participantes, principalmente jovens e adolescentes, tenham um
repertório para conseguir lidar com essas situações.
Luis Henrique Mioto foi o professor responsável por ministrar a oficina.
“Trabalhamos todas as etapas técnicas como enquadramento, som, luz,
montagem e edição. Além disso, eles também aprenderam sobre a parte
teórica, na qual debatemos o conceito do projeto e tema do filme”,
disse.
As oficinas oferecidas são realizadas por meio de facilitadores e
orientadoras sociais que trabalham a parte socioeducativa com os alunos.
O resultado do trabalho foi uma surpresa até mesmo para quem participou
da produção, como conta Maria Eduarda Vecchio,14. “É meu primeiro
trabalho assim e é muito emocionante ver nosso filme sendo exibido em um
cinema. Foi legal realizar esse trabalho porque normalmente não vemos
esse tema nos filmes”, ressaltou.
Após a exibição do documentário, os alunos da E.M. Profª. Drª Ruth
Correia Leite Cardoso, E.M. Eva Esperança Silva e E.M. Waldemar
Belisario participaram de uma roda de conversa com os responsáveis pela
produção do trabalho. Foi debatido sobre a importância da
acessibilidade, processo de criação e como a mensagem foi recebida pelos
alunos da rede municipal de ensino.
Todo trabalho realizado ao longo do ano ainda rendeu frutos. Ana Luiza
Ayres, da E.M. Profª. Drª Ruth Correia Leite Cardoso, é um dos exemplos
disso. “Eu achei muito importante mostrarem sobre a inclusão. Hoje em
dia não vemos muito sobre e muitas pessoas não respeitam isso. É
importante para gente da nossa idade, quanto adolescentes, para aprender
a respeitar, criar interesse sobre isso e mostrar para outras pessoas.
Esse filme foi muito bom e deveria ter outros”, finalizou.
