Os pacientes com diagnóstico de infarto no Hospital Mario Covas Jr.recebem uma medicação que diminui o risco de morte. Foi o que aconteceucom a Sandra Aguiar, paciente de 45 anos que sofreu um infarto há doisanos. Assim que ela chegou ao pronto-socorro, foi diagnosticada erecebeu a medicação chamada tenecteplase.“O medicamento, assim como os profissionais de saúde, foi essencial paraa minha sobrevivência. Sou muito grata por termos esse medicamento nohospital de Ilhabela. Ele foi muito importante para mim”, conta Sandra.Só no ano passado, foram investidos mais de 250 mil reais na medicação,que salvou a vida de moradores de Ilhabela. Além disso, é importanteressaltar que a eficiência do remédio também depende de uma equipecapacitada para conduzir o tratamento.Segundo o médico cardiologista, Carlos Alberto Maknavicius, o trabalhode toda equipe é essencial para o resultado. “Desde a chegada dopaciente no pronto-socorro, o enfermeiro classificador deve fazer oeletrocardiograma em até dez minutos e o médico responsável precisa vero exame em tempo igual. Quanto mais rápido o diagnóstico for feito, maisrápido será o tratamento.”, destaca ele.Como a medicação ageO tenecteplase é um medicamento que desobstrui as artérias, fazendo comque o fluxo de sangue para o músculo do coração seja restaurado. Porém,mesmo com a medicação, os pacientes são transferidos para os hospitaisregionais, visto que o medicamento é utilizado para tratar uma situaçãoaguda.Com um tratamento ágil, os pacientes possuem mais chances desobrevivência. Segundo a enfermeira Suelen Monteiro, “os pacientesdiagnosticados com infarto agudo no miocárdio são colocados na Centralde Regulação de Ofertas de Serviços de Saúde (CROSS) e transferidos parao Hospital Regional do Litoral Norte, onde passam por cateterismo ounão. Com a tenecteplase, a artéria é desobstruída e assim o pacienteconsegue ser transferido com mais segurança”.
